Tuesday, September 09, 2008

Aos que me lêem em Português

Muitos de vós poderão estranhar algum do conteúdo do meu blogue mas ele é um reflexo daquilo que eu sou hoje, e daquilo em que acredito. E gosto de partilhar as minhas convicções (e alguns aspectos da minha vida) com os amigos. Sei que é muito mais fácil encontrar pessoas que se identifiquem comigo fora do meu país ( e por isso escrevo também em inglês, para essas pessoas) mas amo a todos de igual forma e respeito profundamente aqueles que não partilham das minhas convicções. Por isso, mesmo não concordando comigo, nunca se sintam excluídos. A Bíblia diz que não nos devemos comparar uns aos outros, pois cada um de nós é único. E o amor e os bons relacionamentos são mais importantes do que a observância de determinadas regras.
Mas agora gostaria de partilhar convosco um pouco da minha visão da vida, apenas para que me possam conhecer melhor e não necessariamente para que concordem comigo.
Como já devem ter percebido, e embora não seja comum nos dias de hoje, eu não sou feminista. Isto pode assustar algumas pessoas mas eu penso que existe uma confusão entre feminismo e direitos das mulheres. Isto porque associamos o feminismo à defesa dos direitos das mulheres, sendo que o oposto seria oprimir e diminuir as mulheres.
Mas quais são então os direitos das mulheres? Como alguém escreveu um dia (e eu concordo), poderíamos falar em protecção física e segurança, protecção emocional, valorização (a mulher deve ser valorizada por ser um ser humano único, criado à imagem de Deus) e repeito. Se tanto homem como mulher cumprirem os seus papéis, tal como a Bíblia os refere, estes direitos são respeitados.
Quarenta anos depois do início do movimento feminista moderno dos anos 60, o que temos?
- sexo sem restrições
- pílula
- aborto a pedido
- um grande aumento de mães solteiras, mães adolescentes e mulheres com problemas de infertilidade
- uma geração sem a figura do pai
- troça-se da castidade e da virgindade
- as mulheres são objectos sexuais
- aumento dos divórcios
- deterioração dos valores da família
- a maternidade é apenas mais uma opção na vida das mulheres
- ser «ajudadora» do marido é considerado escravidão.
Será que os direitos das mulheres melhoraram? Eu não afirmo que os tempos anteriores ao feminismo eram um mar de rosas mas não concordo que se diga que o feminismo é uma espécie de varinha mágica que libertou as mulheres da opressão e da escravatura.
Eu nasci na era do feminismo, sou filha e neta de mulheres que trabalharam fora de casa, cresci no meio de divórcios e cresci a ouvir dizer a muita gente que os homens não prestam, que são todos iguais, que não podemos confiar neles e que por isso temos de construir a nossa própria vida, trabalhar, ser independentes e modernas. Mas apesar de tudo isto, já na adolescência eu me imaginava como futura esposa, mãe e dona de casa. Mas tentei acreditar que tinha de ser independente, ter uma carreira, ganhar dinheiro e depois, eventualmente, casar e ter um ou dois filhos, mas sem nunca perder a dita independência, pois os homens não prestam e temos de nos precaver.
Muito devido a tudo isto, embora assuma também a minha responsabilidade, andei muito perdida e dei muitos tombos. Mas Deus, na Sua infinita bondade e misericórdia, sempre me protegeu. E, gradualmente, foi-me direccionando para o meu papel de esposa e mãe como única «carreira» ou «profissão» na minha vida. E sinto-me muito feliz e abençoada por desempenhar esta missão que Deus me deu. Já houve alturas em que senti necessidade de me justificar. Hoje já não sinto essa necessidade pois estou segura da missão que Deus me confiou: cuidar do meu marido e filha, cuidar do nosso lar e estar disponível para aqueles que precisam de mim. E sempre, sempre, crescendo no conhecimento e no amor a Deus e aos outros, e esforçando-me para deixar uma herança positiva à minha filha (ou filhos - gostava que Deus nos abençoasse com mais filhos mas que seja sempre feita a Sua vontade e não a nossa). Tenho ainda muito para aprender e um longo caminho para percorrer mas PROSSIGO PARA O ALVO.

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