Wednesday, September 29, 2010

Parabéns para mim!!!

Quase que não chegava a tempo!!! Também tenho de dar os parabéns a mim própria! Hehehe!!!
Pois é, já tenho 41 aninhos! Bem, não sei se o diminutivo fica aqui muito bem. A minha filha ainda faz aninhos, agora eu faço anos, porque anões não dá...esta língua portuguesa é muito traiçoeira!
Tenho de ir mudar a foto do meu perfil porque eu não gosto de enganar ninguém e não, já não tenho 40 anos. Mas isso fica para amanhã ou para outro dia. Hoje já não me apetece. E tenho direito. Afinal..é o meu dia!
Já confessei isto a alguns familiares e amigos mas agora confesso publicamente: há uns dois dias atrás, pensei que este ano não me apetecia festejar e nem sequer ia atender telefonemas ou responder a mensagens. Mas isto foi um vento qualquer estranho que passou por mim. Quem me conhece só um bocadinho sabe que eu posso estar com o ânimo muito em baixo mas sou incapaz de fazer isso aos meus amigos. Há sempre uma primeira vez para tudo e ainda estou em tempo de fazer muita coisa nova e diferente mas não de tratar mal as pessoas que me amam e que eu amo. E pronto, realmente não me apeteceu fazer festa nem nada de extraordinário mas estive em família, acarinhada por todos. A minha querida mãe preparou um delicioso arroz de pato, a mana lavou a loiça e divertimo-nos imenso a estrear um dos meus presentes de aniversário, uma Wii Fit Plus (acho que é assim o nome da coisa!!!). Nós, mulheres, ficámos todas um bocadinho deprimidas, porque a desgraçada da máquina aumentou a nossa idade e muito, o que nenhuma mulher gosta, não é verdade? E ao meu marido, pô-lo mais jovem uns 12 anos. Tenho cá para mim que ele viciou a máquina!
E passei o dia a atender telefonemas e a ler mensagens! Obrigada a todos pelo carinho, pela amizade, pelo amor. Obrigada João, Filha Linda (este é um código nosso!), Mamã, Vovó, Mana, Mano, Cunhada, Manela, João António, Tiago, Papá, Luísa, Ana, Pedro, Maria Paula, Patrícia, Hugo, Liliana, Manel, Alice, Isabel, Cecília, Sara (parabéns pelo teu 1º aninho), Beta, Tozé, Ricardo, Tito, Susana, Vítor, Joaquim, Teresinha, Virgílio, Carla, Olga, Márcia, Marcio (parabéns também para ti amigo), São, Eunice, Samuel, Mena, Tia Nelinha, Manela, Amável, Aline, Miguel, Porfírio, Milena, Elis, Márcio, Ana Júlia, Letícia, Sandra, Luciana, Isabel, Cristina, Filipa, Sara, Ana, Mário, Sara, Manecas, Carlos, Gisela, Beatriz, Rosa, Carlos, Catarina, Cíntia, Júnior, Helga, Maria Ana, Des, Julinha, Miriam....não sei se me esqueci de alguém...espero que não, mas apeteceu-me pôr aqui os nomes daqueles que hoje se lembraram de mim. Sei que muitos outros se lembram, podem é não ser especialistas em datas!
E obrigada Deus porque me criaste e pelo Teu amor e fidelidade na minha vida!

Sunday, September 26, 2010

Boas ideias.....e uma mãe habilidosa







Herdei estas caixas de uns queridos amigos que há cerca de um ano regressaram ao seu país natal. Em casa deles, estas caixas faziam de mesas de cabeceira mas quando as trouxe aqui para casa, pu-las no meu quarto sem outra função senão a de guardar coisas dentro delas. Bem, às vezes também fazem de banco! Gosto delas mas faltava qualquer coisa. Vi uma ideia numa revista e a minha mãe, que tem uma habilidade de mãos que infelizmente eu não herdei (embora faça umas tentativas de quando em quando!), pôs logo mãos à obra e o resultado foi este que aqui podem ver. Ficaram um espectáculo! Parecem novas! Eu queria fazer um Antes e um Depois mas o Antes ficou na minha máquina fotográfica e não consigo encontrar em parte alguma o cabo da dita!

Wednesday, September 22, 2010

Outra vez mais do mesmo....

Ontem, ao conversar com uma queridíssima amiga, ela sugeriu como causa para esta fase menos boa que tenho vindo a atravessar, a falta da realização profissional. [Amiga, não escrevo isto em tom de crítica, faço-o apenas porque tenho esta mania de reflectir sobre tudo (e de escrever sobre as reflexões que faço). E sabes que respeito as tuas opiniões e opções, tal como tu também respeitas as minhas.] Aquilo que a minha amiga pensa, e provavelmente acredita, é aquilo que hoje é considerado «normal»: que as mulheres, tal como os homens, precisam de ter uma carreira e de se realizarem profissionalmente. Mas não é verdade. Há muitas outras, como eu, que, ainda que constituam uma minoria, se sentem realizadas a cuidar das suas famílias e das suas casas. Quando escrevo estas coisas, não é tanto para me justificar ou para fazer entender isso a quem não pensa como eu. Eu respeito quem não pensa e sente como eu, e não me proponho mudar a opinião de ninguém. Faço-o porque gosto de escrever sobre o que me vai na alma e também para aquelas mulheres que pensam e sentem o mesmo que eu mas que, pela pressão dos outros, se sentem culpadas, inferiorizadas, envergonhadas. Não temos de nos sentir assim, de forma alguma.
Eu não me sinto culpada nem inferiorizada mas já houve tempos em que me senti assim. Pela graça de Deus, e pela benção de ter conhecido outras mulheres como eu (através da Internet), consegui livrar-me desses sentimentos tão negativos. E sinto-me feliz e abençoada por ser uma dona de casa (ou o que lhe quiserem chamar; pessoalmente, gosto muito da expressão inglesa homemaker) a tempo inteiro. Agradeço a Deus todos os dias o privilégio que tenho de poder cuidar da minha família e da minha casa sem as preocupações de um trabalho fora de casa. Agradeço a Deus o marido que tenho e o trabalho que ele tem e que me permite dedicar-me a 100% à família. Mas como qualquer outro ser humano, tenho os meus problemas, tenho as minhas insatisfações. Há coisas na minha vida que eu gostaria que fossem diferentes, da mesma forma que uma pessoa que exerça uma profissão da qual gosta também tem os seus problemas e tem dias menos bons. E não, não tenho medo do futuro. Muitos me lembram que no caso de divórcio, morte ou desemprego do meu marido, eu ficarei em apuros porque não tenho um trabalho. Isso não me preocupa. O meu futuro, e o da minha família, a Deus pertence. Confio na Sua provisão. Preocupa-me cumprir da melhor forma possível a missão que Ele me confiou, o resto é com Deus. Além disso, a nossa segurança não está num trabalho. Tenho visto tantas pessoas que pensavam estar seguras com os seus trabalhos e tudo desmoronou de um dia para o outro. A nossa segurança e confiança têm de estar em Deus.

E não tenhamos também medo de nos assumirmos como diferentes da maioria. Assumamos o direito à diferença, desde que a diferença não seja sinónimo de pecado. É que está mais do que provado que nem sempre a maioria caminha pelo trilho certo.

Surpreendida!

A semana passada, quando cheguei à biblioteca, deparei-me com esta citação de textos judaicos:
«Uma mãe é capaz de ensinar mais que cem professores»
Não vou hoje comentar esta frase porque dava pano para mangas mas fiquei muito surpreendida. Nos tempos que correm e no país em que estamos, ver semelhante frase numa biblioteca municipal é, sem dúvida alguma, surpreendente.

Saturday, September 11, 2010

Que bela surpresa!!!! Obrigada mana!

A minha mana fez-me uma bela surpresa. Foi o meu presente de aniversário adiantado. Como não ando muito a par dos espectáculos musicais, não fazia a mais pequena ideia de que se tratava. Só quando entrei no Pavilhão Atlântico ela me mostrou o bilhete e vi que íamos assistir a um concerto de Leonard Cohen. Fiquei muito feliz e valeu muito a pena. Foi muito bom! Muito bom mesmo! Para um cheirinho de como foi o concerto, espreitem aqui.

Thursday, September 09, 2010

O meu amigo, o sono

«Dormes bem ou dormes mal?

És magro ou és gordo?

Estás com atenção ou adormeces nas aulas?

Sentes-te contente ou sentes-te infeliz?

Tens boas notas ou tens más notas?

Sabes que nisto tudo o sono pode ajudar?

Dormir é bom e faz bem!»
 
A minha filha sempre teve problemas de sono. Desde bebé. Igualzinha ao pai e ao irmão. Experimentámos as técnicas todas e mais alguma e nada deu muito resultado. Não sei se é defeito nosso, se é das técnicas, ou se é mesmo um problema dela. Para mim, que sempre dormi bem e muito, é complicado de entender e de lidar. Por isso, tudo o que se relaciona com este assunto me interessa. Recomendo este livro. Está muito interessante e talvez vá ajudar a produzir bons resultados. Se não resolver nada, pelo menos ensina alguma coisa!

Wednesday, September 08, 2010

Facebook

Tenho saudades do Facebook. Não sei muito bem porquê mas tenho. Não sei se foi um disparate ter fechado a conta ou se é um disparate ter saudades. Mas tenho. Ponto final. E tenho dito.

António Feio

Ontem comprei o livro do António Feio, Aproveitem a Vida, e só não o li até ao fim porque já era muito tarde e eu estava cheia de sono. Ah, mas esta manhã já o terminei!!
Tenho de dizer a verdade. nunca fui uma grande fã dele enquanto actor, não porque ele não fosse um bom profissional mas simplesmente porque não calhou ver muita coisa feita por ele e também nunca despertou muito a minha atenção. Mas ao acompanhar pela comunicação social a doença dele, e agora ao ler o livro que o António Feio nos deixou, fiquei fã dele enquanto ser humano. Até porque eu gosto de pessoas. Tal como ele:

«As pessoas são muito mais importantes do que qualquer outra coisa. Gosto de pessoas. Gosto de as conhecer, do convívio com elas. Esta é a opinião que tenho. Mas não era uma ideia tão consciennte, nem tão saboreada. Por exemplo, sou capaz de ir ao Porto ter com uma pessoa já. Mas sempre fui assim. Em miúdo era capaz de fazer 1200km em Moçambique para ir à festa de aniversário de um amigo. Eram 12 horas de caminho. Ainda hoje me faz confusão quando as pessoas não são capazes de fazer este tipo de coisas pelas outras, quando o encaram como um sacrifício.»

A identificação com o outro é algo que mexe sempre connosco. E eu identifico-me com o António Feio em muitas das afirmações que faz. E admiro a forma como fala de si, dos seus erros, das suas fragilidades, mas também das suas virtudes. Isso é algo que eu admiro sempre em qualquer pessoa. Aquela coisa de fingirmos que somos perfeitos, que somos superiores aos outros, que temos tudo sob controlo, não dá para mim. Somos todos humanos, somos todos imperfeitos, estamos todos a caminho em direcção ao Alvo. Claro que uns vão mais à frente do que os outros mas ainda ninguém lá chegou.

Provérbios 20:9 - «Quem pode dizer: purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado?»

Custa-me apenas que o António Feio dissesse que não tinha fé, embora eu tenha cá para mim, como já disse anteriormente, que não era bem assim.

«É importante sonhar, estabelecer metas, ter objectivos na vida, ainda que não os alcancemos. É isso que nos faz avançar, que nos leva mais longe. Sou assim desde pequeno.»

«Sou um perfeccionista, não gosto de fazer coisas mal feitas, logo, às vezes prefiro não fazer do que fazer mal.»

«Na verdade, acho que gostaria de conhecer o mundo inteiro. Viajar é uma das coisas mais fortes que podemos sentir, que melhor fazem à alma e isso, precisamente, porque somos confrontados com outros sítios, outras realidades, outras vivências, outras culturas, e isso só pode fazer bem à cabeça das pessoas. Há locais que podem até não ser os mais apetecíveis destinos turísticos, mas que podem representar importantes lições de vida para os outros.»

«O melhor e o pior de mim. O melhor sempre foi o humor. Já faz parte do meu ADN. A vida com humor é mais simpática. Se nos pudermos rir de nós próprios é um bom sintoma. Apesar de ter um humor corrosivo, é mesmo por piada que o faço, e nunca por desejar mal a alguém.
O meu maior defeito que, apesar de tudo, também é uma das minhas maiores qualidades: é ter uma agenda cheia. É uma característica minha. Para já, sou desafiado para inúmeras coisas e tenho uma grande dificuldade em dizer que não. Esta é uma das maiores dificuldades da minha vida, mas, ao mesmo tempo, outra das minhas maiores qualidades. Quando as coisas são interessantes é bom, quando são uma seca é porque não tive mesmo coragem de dizer que não. Tenho necessidade de ocupar a minha vida porque, para já, sou muito preguiçoso e, se não for desafiado para um certo número de coisas, o mais provável é que não faça nada. Depois, porque no final me sabe bem quando faço as coisas. Na maioria das vezes são experiências interessantes.»

Comprem o livro. Vale bem a pena. Gostei também muito de ler o posfácio do Dr. Nuno Gil e o capítulo «Mini-mini» diário do António. Não conhecia os dotes do António Feio para a escrita mas adorei a forma divertida e inteligente como ele escreve.

E pegando novamente nas palavras do António Feio, aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros!!!

Leite de colónia...está de volta

“De colónia é o leite que você deve usar. Leite de Colónia para a beleza realçar”. Lembro-me bem deste slogan, que às vezes cantarolava por brincadeira. Confesso que não sei se sou do tempo do anúncio ou se o memorizei de tanto o ouvir aos outros. Mas isso agora não interessa nada! E para quem gosta destas coisas, ei-lo! O famoso Leite de colónia. Está de regresso. De cara lavada. Podemos encontrá-lo nas farmácias, para-farmácias, áreas de saúde do Continente e El Corte Inglés. Ninguém me pagou para fazer publicidade mas apeteceu-me!

Tuesday, September 07, 2010

Início de um novo ano lectivo

Mais um artigo inspirador de June Fuentes:

«A escola já começou aqui em casa da família Fuentes e a semana passada tivemos uma fantástica festa de regresso às aulas, cheia de caças ao tesouro, bowling e ténis com a família. Aproveitámos também para ver os nossos novos materiais e livros. A minha mente está povoada de visões de experiências científicas, unidades de estudo e projectos de expressão plástica, e estou cuidadosamente a apontar tudo para não me esquecer de nada!

Uma das coisas que sei tratar-se de um desafio para as famílias que praticam ensino doméstico é o facto de termos muita flexibilidade, o que nos leva muitas vezes a preencher o nosso tempo com inúmeras actividades que nos obrigam a correr de um lado para o outro. Aulas, desporto, clubes, actividades, eventos e outras coisas podem levar-nos a passar o nosso tempo dentro do carro, sempre de um lado para o outro, privando-nos de tempo passado em casa.

É importante que escolhamos sabiamente as actividades em que a família se irá envolver, para não sobrecarregarmos o nosso tempo. Todas estas coisas podem parecer boas e, quando nos dispomos a fazê-las, fazêmo-lo zelosamente mas muitas vezes acabamos por sacrificar aquilo que é realmente importante. E acabamos por ter uma mãe esgotada, especialmente se tiver muitos filhos que tenha de transportar de actividade em actividade. Muitas mães já experimentam dificuldades suficientes só no ensino para ainda tentarem encaixar outras actividades no seu dia-a-dia; outras dão mais prioridade às actividades fora de casa do que às aulas e ficam alarmadas quando descobrem que os seus filhos começam a atrasar-se. Embora eu creia que é maravilhoso ter liberdade para praticarmos o ensino doméstico, também acredito que os pais têm a responsabilidade de fazer com que as coisas funcionem.

Consideremos então a seguinte hipótese: e se uma família escolhesse NÃO dividir a família, especialmente quando o PAI está em casa, e em vez disse resolvesse fazer coisas em conjunto? Em vez de levar o filho a correr para as aulas de xadrez, para ele jogar com meia dúzia de estranhos, porque não pô-lo a jogar com o Pai ou com o Avô? E se em vez de levarmos as crianças ao coro, cantássemos canções/hinos cristãos em família? Eu conheço famílias que o fazem. Elas valorizam o tempo passado em família e não se sentem pressionadas a fazer o mesmo que os outros fazem. Vejamos o caso do desporto, por exemplo. Se tiverem mais do que um filho, em vez de levar os filhos a sítios diferentes para praticarem desportos diferentes, estas famílias preferem praticar desportos em família, como o ténis, o vólei ou a natação. E quando pretendem jogar de forma competitiva, em equipa, convidam outras famílias para jogar consigo. A família Duggar, que tem 19 filhos, é um exemplo maravilhoso daquilo que acabei de dizer. Creio que nem sempre fazer mais coisas é a melhor opção. Não me interpretem mal. Não estou a dizer que não nos devemos inscrever em nenhuma actividade, mas sim que devemos escolher sabiamente aquilo que fazemos.

Claro que haverá sempre actividades nas quais vamos participar, tal como acontece com a minha própria família, mas temos de ter capacidade de discernimento e escolher cuidadosamente porque é muito fácil começarmos a acumular demasiadas actividades. Tenho uma amiga que é muito criteriosa com a forma como gere o tempo da sua família, e tem colhido frutos maravilhosos. E passam o tempo todo enfiados em casa? De forma alguma! Estão sempre ocupados, interagindo com muitas pessoas--Cristãos e não Cristãos--sempre a fazer coisas juntos enquanto família. Reparem nas memórias fantásticas que estão a criar! E em todo o treino e discipulado que têm oportunidade de fazer! Penso muitas vezes que é necessário tempo para cultivarmos o tempo em família e os relacionamentos familiares, sem estarmos sempre a pensar em ir a algum lado, o que por vezes dá origem a descontentamento. Pensamos que essas coisas nos preenchem mas muitas vezes fazem exactamente o oposto: acabam por nos fazer sentir exaustos e vazios.

Hoje em dia as famílias mal têm tempo para fazerem as refeições em conjunto, quanto mais para conversas profundas. E quando o Pai chega a casa do trabalho, quase não há tempo para o cumprimentar. Embora isto pareça ser normal nmas famílias actuais, não devemos querer fazer o mesmo. Em vez disso, devemos afastar-nos dessa tendência e preservar o melhor para as nossas famílias. As famílias actuais procuram desesperadamente mudança e fortalecimento e nós devemos usar o nosso tempo de forma sábia.

Que o Senhor nos dê a todos sabedoria, quando preenchemos os nossos horários com coisas boas e iniciamos um abençoado novo ano lectivo!»
 
Neste último ano lectivo, pelo facto de ter começado a conduzir e por outras circunstâncias que vieram à minha vida, caí no erro de passar demasiado tempo de um lado para o outro, em múltiplas actividades. E tanto eu, como toda a família, sentimos as consequências disso. Este ano, Deus arranjou uma forma de me sossegar. Começamos este novo ano lectivo com a minha avó a viver connosco e a depender totalmente de nós. Isto obriga-nos a passar mais tempo em casa, a gerir melhor a forma como ocupamos o nosso tempo, e a ter vontade de passar mais tempo em família. Deus sabe realmente todas as coisas e, quando nós teimamos em não O ouvir e em não fazer as coisas da forma certa, Ele arranja maneira de chamar a nossa atenção.

Changchun

I have just received an e-mail from a dear friend and she is now working in Changchun. I had never heard about it but, as I am very curious, I had to learn about something about this Chinese city.

País - Portugal abaixo da média da OCDE em gastos com Educação - RTP Noticias

País - Portugal abaixo da média da OCDE em gastos com Educação - RTP Noticias
Apesar de estar abaixo da média europeia, Portugal gasta 5200 euros por ano por cada aluno. Assim sendo, pelo menos em termos financeiros, não há razões para se preocuparem com os alunos em regime de ensino doméstico!

Monday, September 06, 2010

Vinde a Mim...

Hoje sinto-me muuuuuuuuito cansada. Há dias assim. É um cansaço físico mas seja qual for a origem do nosso cansaço, Deus convida-nos a descansar n'Ele. «Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei». E sei que ele renovará mais uma vez as minhas forças.

Alexandra Lencastre

Li uma entrevista com a Alexandra Lencastre, no Expresso desta semana, e as frases que mais me chamaram a atenção são provavelmente aquelas que menos interessam a quem a admira como actriz. Mas talvez porque me identifico com ela em algumas coisas, e porque admiro a coragem com que expõe as suas fragilidades, são essas que aqui quero colocar.

«Eu era uma criatura um bocado atormentada. No liceu, não era uma miúda popular. Não tinha muitos amigos. E aqueles que tinha eram sempre os nerds. Eu própria era um bocadinho nerd. Era muito boa aluna, mas não queria, porque quanto melhores notas tinha menos popular era. (...)
Vive atormentada?
Talvez seja uma pessoa ansiosa, nervosa. Sempre na tentativa de me organizar. Procuro muito disciplinar-me para viver com mais calma. Anseio por essa calma. Sim, sou atormentada. (...)
O que gostaria de mudar em si?
Bom..tudo! [risos] Nascer outra vez e ser outra pessoa. Ir ao encontro de uma determinada serenidade. Fazia-me falta ser mais paciente, saber aceitar. Sou verde nisso. Custa-me aceitar uma rejeição, uma má crítica, uma morte, um adeus. Gostaria de me domesticar um bocadinho mais, de me tornar melhor pessoa. Para mim e para os outros. Em primeiro lugar, para as minhas filhas. Sou uma mãe demasiado agitada. Transmito uma agitação que não me agrada.»

Viver com simplicidade

Encontrei este artigo num dos meus blogues favoritos e quis partilhá-lo pois é algo de que quase todos estamos a precisar actualmente.

«Para onde quer que nos voltemos encontramos mensagens que nos mostram como viver de uma forma mais simples. Encontramos anúncios a vender novos produtos, revistas a anunciarem decorações mais simples para as nossas casas e até currículos para tornarem mais simples as vidas das mães que ensinam os filhos em casa.

Embora tudo isto seja bom---eu quero mostrar-vos que há algo MELHOR.

Esta é a minha fórmula para viver com simplicidade:

1. Ignorar todos os livros, revistas e anúncios que tentam convencer-me de que preciso de os comprar para descobrir os seus segredos.

2. Concentrar a minha vida, a minha mente e o meu coração em Cristo.

3. Abafar todas as vozes que tentam ditar aquilo que eu e os meus filhos "deveríamos estar a fazer"- (parece que toda a gente tem um plano para as nossas vidas, não é?), não me comparar constantemente com os meus amigos/vizinhos e reavaliar falsos padrões ou expectativas demasiado elevadas que tenha criado para mim ou para os meus.

4. Orar e pedir a Deus que me dê capacidade e sabedoria de colocar o meu marido, os meus filhos e a minha casa no topo das minhas prioridades. Aconselhar-me com Deus...

5. Esperar pela Sua resposta e depois....

6. Obedecer e ouvi-Lo!

Viram como é simples? Agora sim, estamos no caminho certo para uma vida mais simples de acordo com Jesus e não de acordo com o mundo. O mundo deixa-nos confusas, descontentes, deprimidas e inseguras. Mas os caminhos do Senhor são rectos e conduzem à sabedoria e à justiça.»

I'm having some problems posting...

...so I cannot finish my Happy Homemaker monday post but I just wanted to share with you my favourite photo this week. It was taken on Saturday, DD's birthday.

Happy Homemaker Monday


The weather in my neck of the woods:
A bit cooler but not as much as I would like.

Things that make me happy:
Cooking for my family and friends.

Book I'm reading:
The Bible

 
What's on my TV today:
The news

 
On the menu for dinner:
Soup and fruit.

On my To Do List:
Ironing.

New Recipe I tried or want to try soon:
No new recipes.

In the craft basket:
Nothing

Looking forward to this week:
My sister has a surprise for me next Friday. She told me it will be my birthday present but I have no idea of what might be!

Tips and Tricks:
Nothing.

My favorite blog post this week:

Blog Hopping (a new discovered blog you would like to share with the readers):
I don't usually look for new blogs because I hardly have time to read my favourite ones!

No words needed (favorite photo or picture, yours or others you want to share):

Não é fácil ser diferente num país como Portugal

Quem me conhece bem, sabe que eu não gosto de dar nas vistas mas, vá-se lá saber porquê, muitas vezes tomei opções diferentes daquilo que é considerado «normal». Não é por mania, não é para me destacar dos outros, mas é por convicção. E às vezes, perante o preconceito e os olhares/comentários/perguntas constantes (muitas vezes desagradáveis mas outras vezes apenas de curiosidade) pergunto-me: «Mas porque tenho eu de ser assim? Não seria mais fácil ser como a maioria e fazer o que a maioria das pessoas faz?» Talvez fosse mais fácil mas estaria a trair as minhas convicções. Não sou fundamentalista. Se perceber que as minhas convicções não estão correctas ou (o mais importante), que não estão de acordo com a vontade de Deus, reconheço e prontifico-me a mudar. Mas não mudo só porque os outros acham que eu estou errada ou porque a maioria das pessoas caminha na direcção contrária.
Há várias vezes na minha vida em que tenho caminhado no sentido oposto ao da maioria das pessoas. Lembro-me de a minha mãe dizer, às vezes até com alguma irritação dada a minha teimosia em defender o que eu achava certo, que eu era a defensora das minorias, dos pobrezinhos, dos velhinhos, das criancinhas e por aí fora! É algo que já nasceu comigo. Sindroma Gabriela, «eu nasci assim, eu cresci assim, eu fui sempre assim...»!!! Mas disposta a mudar, sempre que Deus assim o quiser.
Aparentemente, até sou bastante «normal», seja lá o que for que isso signifique. Acho que a normalidade é um conceito um pouco relativo. O que é normal para mim pode não ser normal para o outro. Mas hoje, nas minhas reflexões, estava aqui a pensar no que fiz de diferente. A verdade é que também não tenho feito nada de tão extraordinário. Vejo vidas bem mais diferentes do «normal», umas que eu acho fantásticas (quem me dera ter a oportunidade e/ou coragem de as ter) e outras que eu não queria nem dadas. O que mais tem saltado à vista é o facto de estar a educar a minha filha em casa e o facto de ter colocado a minha profissão de lado (da qual até gosto muito e de vez em quando pratico, só para amigos) e me ter dedicado a 100% à família e à casa. Ah, e agora mais outra. Estou a cuidar da minha avó em casa. Há muita gente por esse mundo fora a fazer o mesmo que eu, melhor até do que eu. Mas aqui no nosso país, ainda que eu não seja a única, não é considerado normal. Não que isso me preocupe muito. Se me preocupasse, fazia o que é «normal» e já ninguém me aborrecia com comentários por vezes desagradáveis. Mas há valores bem mais altos que me preocupam. E é por causa desses valores, e dessas convicções, que eu faço o que faço. Não pretendo que todos façam o mesmo que eu, não critico quem não o faz, mas aborrece-me um pouco que as pessoas estejam tão preocupadas com a vida dos outros e por vezes tão pouco com as suas. Que a diferença possa incomodar tanto as pessoas. É por isso que por vezes digo que nasci no país errado. Não sou o tipo de pessoa que passa o tempo a falar mal de Portugal. Eu amo o meu país (sou portuguesa, embora nascida em Moçambique) e sei ver o muito que ele tem de bom. Houve um tempo em que não era assim mas graças a Deus hoje dou valor ao meu país. Mas também sei ver os seus defeitos. E esta coisa de estarmos sempre tão preocupados com o que o vizinho do lado tem e faz aborrece-me. Claro que não podemos aceitar tudo mas todos nós, crentes ou não, sabemos discernir entre o bem e o mal. Agora preocupar-me porque o outro veste de forma diferente da minha, tem aquilo que eu não tenho, toma uma opção de vida diferente da que eu tomei, isso já é demais.
Muitas vezes chego à conclusão de que perco demasiado tempo a explicar aos outros porque estou em casa ou porque faço ensino doméstico. Explico porque me perguntam e porque eu não gosto de ser desagradável com as pessoas. E porque muitas têm apenas curiosidade e eu não vejo mal em satisfazer essa curiosidade e em partilhar as minhas experiências. Mas a verdade é que não precisava de explicar tanto. A verdade é que se trata da minha vida e da minha família. São as opções que nós tomámos e ponto final. Eu também não pergunto às mulheres que trabalham fora de casa porque não dedicam mais do seu tempo aos seus maridos e filhos ou porque colocam os seus filhos em escolas que muitas vezes não as satisfazem. Aceito que são as opções que os outros fizeram, quer por convicção, quer por força das circunstâncias. Hoje quero preocupar-me mais em desempenhar as missões que Deus me confiou da melhor forma possível e menos em dar explicações.

Thursday, September 02, 2010

Walter Trobisch

«Cristo aceita-nos como somos, mas quando Ele nos aceita, não podemos permanecer como somos.»

Martin Luther King

«A minha consciência está cativa da Palavra de Deus, e ir contra a consciência ou contra a Escritura não é correcto nem seguro.»

Wednesday, September 01, 2010

School rooms

I was reading some of my favourite blogs and many of the homeschoolers are preparing, or have just prepared, their schoolrooms. You can have a look at Kelli's schoolroom, for example. It looks great! I would love to have one but unfortunately I live in a small apartment and I cannot have a schoolroom. But that doesn't mean that we cannot have good homeschooling. We just have to adapt ourselves to what we have and be grateful for it. So, I cannot show you our schoolroom but I can tell you that we do our formal study at our dining/living room and that I feel so blessed for being able to homeschool my daughter.

E assim está a minha terra...fiquei triste

http://aeiou.expresso.pt/mocambiqueconfrontos-seis-mortos-confirmados=f601646

Aproveitem a vida

Está a partir de hoje nas livrarias o livro «Aproveitem a vida», que António Feio nos deixou. Deixou-nos muito mais mas li a pré-publicação do livro nas páginas da Lux e gostei muito. Penso que é um importante testemunho para quem esteja a passar pelo mesmo. Apesar de ele dizer que não tinha fé. Quanto a mim, acho que não era bem assim mas só ele e Deus é que sabem. De tudo o que li, ficou-me especialmente este parágrafo, talvez porque eu própria também sou um pouco assim:

«Quando soube que tinha um cancro, o choque não foi muito grande, na medida em que não foi nada que não me tivesse já passado pela cabeça. Tenho um defeito muito grande que é pensar muito, coisa que faço já há muitos anos. Estou desconfiado que já pensei tudo o que tinha a pensar. Já pensei no que me poderia acontecer se tivesse uma doença destas. Ideias que me ocorrem do nada. Posso estar tranquilamente a olhar para a paisagem e de repente passar-me uma coisa destas pela cabeça. Nunca fui o tipo de pessoa que acha que estas coisas só acontecem aos outros. Pelo contrário. Sempre acreditei que tudo nos pode acontecer. Assim como pensei que poderia vir a ter uma doença destas, pensei que poderia ter um desastre, levar com um tijolo na cabeça, podia escorregar e dar com a cabeça no passeio...»

Falando agora por mim, eu também sou assim: imagino todos os cenários possíveis na minha vida, penso nisto, penso naquilo, mas não num sentido fatalista. É apenas um exercício habitual da minha mente. Nem sequer fico angustiada quando penso em cenários mais negros. Apenas penso. Mas há alguém que me consegue surpreender, mesmo quando eu penso que já pensei tudo o que havia a pensar: Deus!

«Levai as cargas uns dos outros»

Li estas palavras hoje no meu devocional da UCB e penso que isto é tão importante, não apenas com as pessoas que vão à igreja, mas com todas as pessoas que Deus coloca no nosso caminho.
«Muitos dos que vêm para a igreja não procuram respostas profundas, apenas querem sentir que se preocupam com eles. Quando isso acontece, abrem-se para o amor de Deus e os milagres acontecem.»